A eleição que resiste a mudar; leia análise de Felipe Nunes
JG entrevista Felipe Nunes, diretor da Quaest, sobre temperatura nos estados para eleição presidencial As pesquisas estaduais da Quaest divulgadas ao longo desta semana revelam uma eleição que se movimenta pouco onde mais importa. Há oscilações nas intenções de voto, mudanças de intensidade entre os estados e efeitos produzidos por candidaturas locais. Mas, quando observamos o conjunto, o quadro é de estabilidade. A disputa presidencial de 2026 continua calcificada, polarizada entre Lula e o campo político de Jair Bolsonaro, agora representado por Flávio. Calcificação não significa que nada mu
O dado mais importante talvez seja justamente a capacidade de transferência do voto bolsonarista. Flávio não tem a trajetória nem o grau de relevância nacional do pai. Ainda assim, consegue ocupar o mesmo espaço político e reconstruir boa parte de sua coalizão eleitoral. O sobrenome funciona como um atalho: oferece identidade, organiza adversários e reduz o custo de coordenação da direita. A polarização brasileira depende cada vez menos da presença dos dois personagens originais e cada vez mais das identidades políticas que eles consolidaram.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/08/29/a-eleicao-que-resiste-a-mudar-leia-analise-de-felipe-nunes.ghtml.
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