A conta do clima
Lisa Sachs diz que a transição energética chegará a todos quando mudarem as regras de distribuição do dinheiro

O mesmo projeto solar, com o mesmo painel e sob o mesmo sol pode ser competitivo em um país e impossível de financiar em outro. A diferença não está na engenharia nem na luz, mas no preço do dinheiro. Na África, o custo de capital no setor elétrico passou de 18%, em 2023, ante menos de 5% na Europa e nos Estados Unidos — a exata distância que separa uma usina que sai do papel do projeto que morre no desenho. É esse o paradoxo principal no trabalho de Lisa Sachs, diretora do Columbia Center on Sustainable Investment (CCSI), centro conjunto da Faculdade de Direito e da Climate School da Universidade Columbia, em Nova York. “A poupança global gira em torno de 30 trilhões de dólares anuais, é mais do que suficiente. O problema são os termos em que esse dinheiro está disponível”, diz ela, que comanda ainda o mestrado em Climate Finance da instituição.
Publicado originalmente por Exame. Leia a matéria completa em https://exame.com/revista-exame/a-conta-do-clima/.
Compartilhe
Espalhe essa notícia

