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    A arma secreta do Império Bizantino com o mortal fogo grego que queimava sobre a água

    Tecnologia medieval incendiava navios no mar e sua receita secreta permanece um mistério para a ciência moderna

    CNN Brasil
    13 de outubro de 2026 às 09:21
    A arma secreta do Império Bizantino com o mortal fogo grego que queimava sobre a água
    Foto: CNN Brasil

    O fogo grego foi uma das armas incendiárias mais devastadoras da Idade Média, utilizada pelo Império Bizantino em batalhas navais a partir do século 7. O líquido altamente inflamável era disparado por lançadores de chamas ou bombas e tinha o poder extraordinário de continuar queimando sobre a água.

    Essa tecnologia militar salvou Constantinopla de cercos decisivos por mais de cinco séculos e garantiu a sobrevivência do império. O grande mistério é que a fórmula exata da substância se perdeu no tempo e continua intrigando cientistas.

    O que era o fogo grego e como ele funcionava em combate

    Iluminura do século XII d.C. da arma bizantina fogo grego em ação na batalha entre os navios de Miguel II e os de Tomás, o Eslavo, durante o cerco deste último a Constantinopla em 821-822. Madrid Skylitzes, Biblioteca Nacional, Madri. • Mad
    Iluminura do século XII d.C. da arma bizantina fogo grego em ação na batalha entre os navios de Miguel II e os de Tomás, o Eslavo, durante o cerco deste último a Constantinopla em 821-822. Madrid Skylitzes, Biblioteca Nacional, Madri. • Mad — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Lançada por meio de tubos de bronze pressurizados com bombas de sifão e bocais giratórios, a substância transformava o mar em um inferno aquático. Ela incinerava rapidamente cascos de madeira, velas e marinheiros inimigos.

    Além dos projéteis disparados por navios, os bizantinos utilizavam granadas de argila recheadas com o líquido inflamável. Arremessadas por catapultas ou à mão, elas agiam de forma parecida com os coquetéis molotov modernos.

    O maior horror provocado pela arma era sua reação ao contato com o mar, pois tentar apagar as chamas com água só intensificava o fogo. As forças inimigas descobriram que apenas areia e vinagre conseguiam conter a combustão.

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    Em 1099, durante a Primeira Cruzada, o uso desse armamento aterrorizou piratas que tentavam invadir as ilhas gregas. A capacidade de destruição garantia aos bizantinos a superioridade absoluta nos mares.

    Um segredo de estado protegido por imperadores

    A fabricação era tratada como um segredo imperial sagrado, e os bizantinos acreditavam que a fórmula havia sido revelada por um anjo. O imperador Constantino VII aconselhou seu filho a jamais entregar o mistério a estrangeiros.

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    O imperador Romanos II declarou que a arma, junto com as coroas e princesas reais, nunca deveria sair das mãos do império. Para evitar vazamentos, o processo de produção era fragmentado entre técnicos , de modo que ninguém conhecia a receita completa.

    A ciência moderna tenta desvendar a fórmula perdida

    Historiadores e químicos atuais concordam que a base da mistura era o petróleo bruto ou refinado, abundante em poços naturais perto do Mar Negro. A receita também devia conter resina de pinho , gordura animal e enxofre para aumentar a aderência e o tempo de queima.

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    Em 2006, pesquisadores projetaram uma réplica do lançador bizantino e conseguiram disparar chamas de até 1000 °C a 15 metros de distância. No entanto, o experimento revelou o elevado risco de explosão do equipamento, demonstrando que os bizantinos possuíam uma engenharia avançada que a história não conseguiu preservar.

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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/a-arma-secreta-do-imperio-bizantino-com-o-mortal-fogo-grego-que-queimava-sobre-a-agua/.

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    Iluminura do século XII d.C. da arma bizantina fogo grego em ação na batalha entre os navios de Miguel II e os de Tomás, o Eslavo, durante o cerco deste último a Constantinopla em 821-822. Madrid Skylitzes, Biblioteca Nacional, Madri. • Mad — Foto: CNN Brasil

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