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    A 46 dias do 1º turno das eleições 2026, MPT da região apura dez denúncias de assédio eleitoral

    Sede do MPT, em Campinas Fernando Pacífico / G1 O Ministério Público do Trabalho (MPT) da 15ª região, que tem sede em Campinas (SP) e atende 599 dos 645 municípios do estado de São Paulo, já recebeu dez denúncias de assédio eleitoral, mesmo estando a 46 dias do primeiro turno, agendado para 4 de outubro de 2026. O dado foi informado pelo próprio órgão, que ainda levantou que dos dez casos, três estão sendo apurados em cidades da região de Campinas. Entenda abaixo o que é o assédio eleitoral e como denunciar. "É bastante preocupante. Em 2022, tivemos mais de 3,3 mil denúncias no Brasil todo. Es

    G1
    19 de agosto de 2026 às 21:25
    A 46 dias do 1º turno das eleições 2026, MPT da região apura dez denúncias de assédio eleitoral
    Foto: G1

    Sede do MPT, em Campinas — Foto: Fernando Pacífico / G1

    O Ministério Público do Trabalho (MPT) da 15ª região, que tem sede em Campinas (SP) e atende 599 dos 645 municípios do estado de São Paulo, já recebeu dez denúncias de assédio eleitoral , mesmo estando a 46 dias do primeiro turno, agendado para 4 de outubro de 2026.

    O dado foi informado pelo próprio órgão, que ainda levantou que dos dez casos, três estão sendo apurados em cidades da região de Campinas . Entenda abaixo o que é o assédio eleitoral e como denunciar .

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    Agora no g1 — Foto: G1 · Fonte: G1

    "É bastante preocupante. Em 2022, tivemos mais de 3,3 mil denúncias no Brasil todo. Essas denúncias apareceram principalmente perto da eleição, logo antes e entre o primeiro e o segundo turno. Este ano a gente já tem, no Brasil, cerca de 600 denúncias e a gente mal começou o período de propaganda eleitoral", avaliou Mariana Tramonte, procuradora do MPT da 15ª região.

    "A gente ainda está muito longe das eleições. É preocupante porque a nossa intenção é que não aconteça, que a gente consiga atuar firmemente nos casos que ocorrerem e que eles não venham a acontecer", completou.

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    Para conscientizar os trabalhadores, o MPT lançou uma cartilha com informações sobre o que é o assédio eleitoral . O objetivo é evitar que novos casos aconteçam.

    "A gente tem desde aquela empresa que chama todos os trabalhadores para apresentar um candidato como próprio, isso é muito comum, até mesmo aquelas que fazem campanha direta", detalhou Tramonte.

    Segundo o MPT, considerando que o ambiente de trabalho é único, todas as pessoas de uma empresa podem ser vítimas do assédio eleitoral:

    Pessoas que trabalham, independentemente do seu estatuto contratual (empregados e empregadas, servidores e servidoras, terceirizados e terceirizadas); Pessoas em formação, incluindo estagiários e aprendizes; Trabalhadores cujo contrato de trabalho foi rescindido; Voluntários; Pessoas à procura de emprego e candidatos a um emprego; Indivíduos que exercem autoridade, deveres ou responsabilidades de um empregador.

    Assédio eleitoral — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

    Há diversos casos que se enquadram como assédio eleitoral. De acordo com o MPT, os mais comuns são a criação de grupos de WhatsApp para propaganda política, o envio obrigatório de conteúdos eleitorais e a obrigação de colocar "santinhos" em perfis pessoais . Veja outros casos:

    O proprietário de um determinado estabelecimento passa a exigir o uso de uniforme com as cores, imagens ou dizeres de determinada candidatura; Ameaçar de demissão ou prometer promoção de acordo com o voto do trabalhador; O dirigente público ameaça alterar a lotação do servidor/empregado/terceirizado a fim de direcionar seu voto; Colegas de trabalho passam a realizar, no ambiente laboral, reuniões com o intuito de coagir, direcionar e manipular a escolha política de um determinado trabalhador; Um grupo de trabalhadores passa a humilhar e constranger o chefe do setor em razão de seu voto ou seu posicionamento político; Clientes ou tomadores de serviço que constrangem trabalhadores para que apoiem ou deixem de apoiar determinada candidatura.

    "Todas essas situações são constrangedoras ou com ações mais diretas também, como obrigar o empregado a tirar foto da urna. Então, são desde situações mais diretas até situações mais veladas que podem configurar o assédio eleitoral", explicou Tramonte.

    A procuradora disse que os casos podem levar a responsabilizações nas esferas eleitoral, inclusive com cassação e inelegibilidade do candidato, trabalhista e criminal .

    "A pessoa não pode se sentir constrangida (...) E uma única ação, um único caso, basta. Não é preciso a reincidência, que várias vezes acontece com empregados. Um caso grave já é suficiente para a gente caracterizar assédio eleitoral", comentou.

    Entenda mais sobre assédio eleitoral e saiba como denunciar

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/eleicoes/2026/noticia/2026/08/19/eleicoes-2026-mpt-regiao-apura-dez-denuncias-assedio-eleitoral.ghtml.

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