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    9 pontos da entrevista com irmão da princesa Diana e o que eles revelam sobre a monarquia britânica

    Charles Spencer, o conde Spencer, disse à BBC que considerava um "dever... como testemunha ocular da história" escrever sobre a irmã , Diana, princesa de Gales . Leia mais (09/21/2026 - 12h17)

    Folha de S.Paulo
    21 de setembro de 2026 às 15:17
    9 pontos da entrevista com irmão da princesa Diana e o que eles revelam sobre a monarquia britânica
    Homem e mulher sentados em cadeiras de madeira com palhinha, frente a frente, em sala com tapete vermelho e lareira ao fundo. A mulher está à esquerda, com roupas escuras, e o homem à direita, com cabelo branco e roupas casuais. Ambiente de — Foto: Folha de S.Paulo

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    Charles Spencer, o conde Spencer, disse à BBC que considerava um "dever... como testemunha ocular da história" escrever sobre a irmã , Diana, princesa de Gales .

    A jornalista Laura Kuenssberg, da BBC, está sentada em frente ao conde Spencer em uma sala da propriedade de Althorp - BBC · BBC
    A jornalista Laura Kuenssberg, da BBC, está sentada em frente ao conde Spencer em uma sala da propriedade de Althorp - BBC · BBC — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em entrevista à jornalista Laura Kuenssberg, da BBC, às vésperas do lançamento de "Canto do Cisne: Diana, Minha Irmã" (ed. Objetiva), na terça-feira (22), Spencer disse que queria "deixar registrado, de uma vez por todas, o que era verdade".

    O livro ganhou destaque na imprensa pelas críticas ao rei Charles 3º .

    Em "Canto do Cisne", Spencer afirma que Charles, então príncipe de Gales quando Diana morreu, teria dito "nós a esqueceremos em breve" durante uma discussão sobre a participação dos príncipes William e Harry no cortejo fúnebre de Diana.

    Conde Spencer diz que Charles parecia 'eufórico' ao falar após a morte de Diana - Jeff Overs/BBC · Jeff Overs/BBC
    Conde Spencer diz que Charles parecia 'eufórico' ao falar após a morte de Diana - Jeff Overs/BBC · Jeff Overs/BBC — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em resposta, o Palácio de Buckingham afirmou que o rei "está ciente de que a dor do luto fraternal pode obscurecer a razão, afetar o julgamento e influenciar a memória de maneiras que outros não reconhecem, mesmo muitos anos após tal perda".

    A seguir, os principais trechos da entrevista à BBC concedida pelo conde Spencer, entre eles o relato inédito de como soube da morte de Diana e as críticas à cobertura da imprensa sobre o duque e a duquesa de Sussex (Harry e Meghan Markle , respectivamente).

    Uma newsletter sobre geopolítica e economia global, editada pelo jornalista João Caminoto, de Paris

    Os príncipes William e Harry caminharam atrás do caixão da mãe - PA Media via BBC · PA Media via BBC
    Os príncipes William e Harry caminharam atrás do caixão da mãe - PA Media via BBC · PA Media via BBC — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O conde Spencer estava na África do Sul quando a princesa Diana morreu em um acidente de carro em Paris, na França, na madrugada de 31 de agosto de 1997, junto com o amigo Dodi Fayed e o motorista do veículo, Henri Paul.

    Spencer disse à BBC que recebeu uma ligação no meio da noite de sua irmã, Jane Fellowes, que contou que a princesa Diana havia sofrido um acidente, mas que "não era muito grave".

    Depois, no entanto, ele "começou a receber ligações cada vez mais angustiantes" da irmã.

    Veja a trajetória de Charles 3º antes do reinado
    Veja a trajetória de Charles 3º antes do reinado — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Então minha irmã Jane disse: 'Sinto dizer, mas ela morreu.' No começo... parecia uma batida leve, depois virou uma perna quebrada, talvez um ferimento na cabeça, até chegar à notícia da morte."

    Ao descrever as horas que se seguiram à morte da irmã, o conde Spencer contou à BBC que recebeu, em sua casa na Cidade do Cabo, uma ligação do príncipe Charles, que relatou como havia dado a notícia aos príncipes William e Harry no Castelo de Balmoral (uma das propriedades privadas da realeza britânica).

    "Tive a impressão de que havia uma espécie de tom eufórico", disse Spencer à BBC.

    O príncipe Harry, duque de Sussex, e Meghan, duquesa de Sussex, chegam para se encontrar com voluntários do serviço de salva-vidas do Bondi Surf Bathers' Life Saving Club, durante uma visita à praia de Bondi - Getty Images via BBC · Getty I
    O príncipe Harry, duque de Sussex, e Meghan, duquesa de Sussex, chegam para se encontrar com voluntários do serviço de salva-vidas do Bondi Surf Bathers' Life Saving Club, durante uma visita à praia de Bondi - Getty Images via BBC · Getty I — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Eu havia recebido muitas ligações naquele dia de pessoas que se importavam, que estavam em choque... e simplesmente senti uma leveza na voz dele ao falar da morte de Diana que me incomodou profundamente."

    No livro, o conde Spencer compara o tom de Charles ao de um "ganhador da loteria" e afirma suspeitar que a reação do então príncipe se devia ao fato de que a morte de Diana abriria caminho para que ele se casasse com a mulher que amava, sua futura esposa, a atual rainha Camilla.

    Questionado por Kuenssberg se podia ter certeza de que era isso que o príncipe Charles estava pensando, Spencer respondeu: "Não posso ter certeza. Estou dizendo que, pelo tom, presumo que essa seja uma possibilidade."

    O príncipe Harry e o príncipe William, à esquerda, acompanham o carro funerário que leva o caixão da rainha Elizabeth 2ª - Getty Images via BBC · Getty Images via BBC
    O príncipe Harry e o príncipe William, à esquerda, acompanham o carro funerário que leva o caixão da rainha Elizabeth 2ª - Getty Images via BBC · Getty Images via BBC — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    O conde Spencer disse à BBC que estava discutindo os preparativos para o funeral de Diana com um funcionário da realeza, que afirmou que havia sido decidido que os príncipes William e Harry caminhariam atrás do caixão da mãe.

    Contrariado, Spencer disse ter dito ao funcionário que não era isso que a sua irmã gostaria, antes de a conversa terminar.

    A elegância da Princesa Diana
    A elegância da Princesa Diana — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Pouco depois, segundo o conde, ele recebeu uma ligação do então príncipe Charles, que perguntou sobre sua oposição à decisão.

    "Eu disse: 'Claro que não, ela não gostaria disso'. E então ele disse: 'Bem, eu caminhei atrás do caixão de Lord Mountbatten' (primo da então rainha). E eu respondi: 'Sim, mas você tinha 30 anos e ele não era sua mãe'."

    Spencer afirma então que Charles "explodiu... e ficou algum tempo esbravejando", dizendo que o senso de dever da família Spencer seria inapropriado, antes de dizer: "nós a [Diana] esqueceremos em breve".

    Quando Kuenssberg perguntou se ele apoiava a atual monarquia, depois de ter escrito um livro tão crítico, Spencer respondeu: 'Sim' - Jeff Overs/BBC · Jeff Overs/BBC
    Quando Kuenssberg perguntou se ele apoiava a atual monarquia, depois de ter escrito um livro tão crítico, Spencer respondeu: 'Sim' - Jeff Overs/BBC · Jeff Overs/BBC — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Fiquei realmente atônito e, depois de um silêncio de choque, disse: 'Não acredito que você acabou de dizer isso', e desliguei na cara dele", contou o conde a Kuenssberg durante a entrevista realizada em Althorp, propriedade da família Spencer.

    Em resposta à declaração do Palácio de Buckingham, que contestou o relato dele, o conde Spencer afirmou: "Posso dizer aqui e agora: foram exatamente essas as palavras que ele usou.

    "Em toda a minha vida, só falei duas vezes por telefone com o [então] príncipe Charles."

    Conheça a mansão da infancia da Princesa Diana
    Conheça a mansão da infancia da Princesa Diana — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Eu estava extremamente atento ao que ele dizia, e foram exatamente essas as palavras que ele usou. E garanto isso agora. Foi realmente o que ele disse", afirmou Spencer. "Não o ouvi negar que tenha dito isso."

    Spencer afirmou que contou a "amigos próximos e familiares" sobre o comentário, que chamou de "monstruoso".

    Questionado sobre em quem as pessoas deveriam acreditar, nele ou no rei, respondeu: "Bem, estou dizendo a verdade... o que mais teria me levado a desligar na cara do [hoje] rei naquele dia?".

    Homem de cabelos grisalhos, vestindo suéter escuro e camisa azul, fala com as mãos levantadas e abertas, em ambiente interno com iluminação quente e fundo desfocado.
    Homem de cabelos grisalhos, vestindo suéter escuro e camisa azul, fala com as mãos levantadas e abertas, em ambiente interno com iluminação quente e fundo desfocado. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Sobre o que os príncipes William e Harry poderiam pensar ao ver essas declarações retomadas quase 30 anos depois, Spencer acrescentou que as palavras "não serão uma surpresa" para os irmãos.

    Spencer também afirmou que seu célebre discurso no funeral de Diana, no qual disse que as qualidades da irmã jamais seriam "apagadas de nossa memória", foi uma "resposta direta" aos comentários do príncipe.

    Ao falar sobre os motivos que o levaram a escrever o livro, o conde Spencer, de 62 anos, disse que considerava esse seu "dever... como testemunha ocular da história" e também como alguém que está na "fase final da vida", já que seus pais morreram na faixa dos 60 anos.

    Dois meninos com ternos escuros e gravatas pretas estão com expressões sérias e cabisbaixas. Eles estão em frente a uma cerca com flores e mensagens de condolências presas, indicando um ambiente de homenagem ou luto.
    Dois meninos com ternos escuros e gravatas pretas estão com expressões sérias e cabisbaixas. Eles estão em frente a uma cerca com flores e mensagens de condolências presas, indicando um ambiente de homenagem ou luto. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Tenho consciência da mortalidade e queria simplesmente registrar, de uma vez por todas, coisas que eram verdadeiras", explicou o historiador e jornalista. "Isto não é uma ameaça, é um fato: sei muitas coisas sobre o rei que decidi não incluir no livro porque não eram relevantes."

    Questionado sobre o fato de a declaração poder soar como uma ameaça, por envolver informações potencialmente prejudiciais, Spencer respondeu: "Não, de modo algum é uma ameaça. É apenas a realidade".

    Kuenssberg perguntou por que ele incluiu o relato de uma conversa em que a irmã lhe disse que o príncipe Charles estava apaixonado por seu assistente pessoal —uma afirmação que o próprio conde Spencer disse considerar improvável— e questionou se algumas dessas alegações teriam sido incluídas para despertar interesse e ajudar a vender o livro.

    Homem e mulher de óculos escuros caminham de mãos dadas em área próxima à praia, com mar e vegetação ao fundo. Pessoas e veículo preto aparecem ao redor.
    Homem e mulher de óculos escuros caminham de mãos dadas em área próxima à praia, com mar e vegetação ao fundo. Pessoas e veículo preto aparecem ao redor. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Isso aparece no contexto de uma conversa em que Diana está me dizendo que seu casamento acabou", respondeu o conde.

    "É uma homenagem de um irmão, uma homenagem afetuosa a uma irmã. E acho que ela merece honestidade. Foi isso que procurei oferecer."

    Questionado sobre o que achava de como a família real estava tratando o príncipe Harry , o conde Spencer disse à BBC que preferia não falar sobre o assunto, mas afirmou estar preocupado com a segurança do sobrinho .

    Dois homens aparecem de perfil em ambiente externo com árvores ao fundo. O homem à esquerda veste uniforme militar azul escuro com detalhes dourados e boné, enquanto o homem à direita usa terno preto com camisa branca e gravata. Ambos olham
    Dois homens aparecem de perfil em ambiente externo com árvores ao fundo. O homem à esquerda veste uniforme militar azul escuro com detalhes dourados e boné, enquanto o homem à direita usa terno preto com camisa branca e gravata. Ambos olham — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Eu diria que, pessoalmente, me preocupa o fato de o quinto na linha de sucessão ao trono, que serviu nas Forças Armadas, não ter qualquer proteção policial", afirmou Spencer.

    "Como tio que viu a irmã morrer em circunstâncias que poderiam muito bem ter sido evitadas, eu tenderia a defender que ele tenha proteção."

    O comitê responsável pela segurança da família real e de autoridades, conhecido como Ravec, deve reavaliar a proteção policial oferecida ao príncipe Harry e a Meghan, agora que o casal e os dois filhos voltaram a morar em tempo integral no Reino Unido , em vez de apenas visitar o país.

    Homem de cabelos grisalhos veste suéter escuro e camisa azul, sentado em cadeira em ambiente interno com decoração clássica. Mulher de cabelos longos e loiros aparece de costas em primeiro plano.
    Homem de cabelos grisalhos veste suéter escuro e camisa azul, sentado em cadeira em ambiente interno com decoração clássica. Mulher de cabelos longos e loiros aparece de costas em primeiro plano. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Indagado sobre a forma como a imprensa tratava a princesa Diana e agora trata o príncipe Harry e Meghan, Spencer disse que reportagens de jornais sensacionalistas "podem ser realmente, realmente cruéis".

    "As pessoas deveriam aprender com o que aconteceu com Diana. Não estou aqui para falar por Harry e Meghan, mas ser alvo desse tipo de ataque todos os dias deve ter um efeito devastador na vida da pessoa", afirmou o conde Spencer.

    "[Diana] ficou profundamente abalada com todas aquelas críticas. E, sim, acho uma pena quando vejo ecos disso agora."

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O conde Spencer afirmou que não tomou partido - como, segundo ele, "parece ser a percepção da imprensa" - na disputa entre os príncipes William e Harry.

    "Estou do lado dos filhos da minha falecida irmã, dos dois. E, se qualquer um deles precisasse de alguma coisa, eu estaria igualmente ao lado dele", disse.

    "E nunca me envolvo em um lado ou no outro, a não ser, espero, como uma figura conciliadora."

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Spencer afirmou que há "muitas razões de ambos os lados" para que a relação entre os irmãos "tenha chegado a esse ponto".

    "Espero que um dia isso se resolva, mas não sei tudo - certamente não sei em detalhes o que aconteceu - e, por isso, sentiria que estaria me intrometendo se me envolvesse mais do que para dizer que, é claro, uma mãe gostaria que seus dois filhos fossem felizes juntos e se amassem", afirmou.

    Ao relembrar o período anterior à morte da princesa Diana, Kuenssberg perguntou se a controversa entrevista concedida por ela em 1995 ao jornalista Martin Bashir do programa "Panorama", da BBC, poderia ter tido alguma relação indireta com o fato de Diana estar em Paris em 1997.

    Pouco depois da exibição da entrevista, na qual a princesa Diana admitiu ter tido um caso extraconjugal e disse que o relacionamento do então príncipe Charles com Camilla Parker Bowles, na época, fazia com que ela se sentisse sem valor, a rainha escreveu a Charles e Diana dizendo que eles deveriam se divorciar.

    Uma investigação concluída em 2021 constatou que Bashir agiu de forma "enganosa" ao produzir extratos bancários falsos, que davam a entender, de maneira incorreta, que algumas pessoas estavam sendo pagas para manter Diana sob vigilância, e mostrá-los ao conde Spencer para conseguir acesso à princesa e obter a entrevista para a BBC.

    Spencer disse que faz, sim, "uma ligação" entre o acidente e a entrevista ao "Panorama", da BBC, e afirmou que tanto ele quanto Diana foram enganados.

    "As pessoas diziam: 'Ah, ela era paranoica'. Ela não era paranoica. Estava convencida de que não podia confiar nas pessoas porque as evidências estavam ali. E acho que isso a deixou vulnerável naquela noite."

    A BBC e Bashir pediram desculpas ao rei Charles 3º, ao conde Spencer e aos príncipes William e Harry após a publicação do relatório, em 2021.

    Tim Davie, então diretor-geral da BBC, afirmou: "Embora o relatório diga que Diana, princesa de Gales, estava interessada na ideia de dar uma entrevista à BBC, está claro que o processo usado para obter essa entrevista ficou muito aquém do que o público tem o direito de esperar. Lamentamos profundamente."

    O conde Spencer, nono conde de uma família aristocrática cujo título nobiliárquico remonta ao século 18 e que ainda mantém sua extensa propriedade, disse à BBC que é " totalmente a favor da monarquia , mas gosto de uma monarquia moderna".

    Ao falar sobre o protocolo em torno da monarquia, que considera "incômodo", afirmou: "Sabe, você mencionou antes a declaração, 'Sua Majestade diz'. Simplesmente não acho saudável que um ser humano seja tratado em termos tão arcaicos e servis."

    Quando Kuenssberg perguntou se ele apoiava a atual monarquia, depois de ter escrito um livro tão crítico, Spencer respondeu: "Sim."

    Questionado novamente, acrescentou: "Bem, neste livro não estou tratando do rei Charles como monarca. Tudo isso aconteceu há mais de 30 anos e diz respeito ao que foi dito e feito naquela época."

    No fim da entrevista, a entrevistadora perguntou ao conde Spencer se algum dia conseguiria superar a morte da irmã.

    Visivelmente emocionado, disse que sente falta de Diana "todos os dias" e acrescentou: "Essa é a questão quando se perde um irmão: você nunca supera."

    Ele afirmou que o livro é uma forma de dar sua palavra final sobre a vida de Diana antes de seguir "rumo ao pôr do sol".

    "Uma das razões pelas quais dei ao livro o título Canto do Cisne é justamente porque esta é a minha despedida", afirmou Spencer.

    "Fui o irmão de Diana. Esta é minha visão final sobre essa história... Não estou aqui para ficar falando de Diana indefinidamente. Esta é minha palavra final, uma celebração dela."

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/9-pontos-da-entrevista-com-irmao-da-princesa-diana-e-o-que-eles-revelam-sobre-a-monarquia-britanica.shtml.

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    A jornalista Laura Kuenssberg, da BBC, está sentada em frente ao conde Spencer em uma sala da propriedade de Althorp - BBC · BBC — Foto: Folha de S.Paulo

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