Alagoas

    61% dos brasileiros veem queda do Bitcoin como oportunidade de compra, aponta pesquisa

    Apesar da recente desvalorização do Bitcoin, muitos brasileiros continuam a ver as quedas de preço como oportunidades de investimento, revela um estudo recente. O levantamento mostra que 61% dos investidores em geral consideram o cenário de baixa um momento favorável para entrar ou aumentar posição na criptomoeda. Entre investidores já inseridos no mercado cripto, esse percentual sobe para 79%, indicando maior confiança e familiaridade com a volatilidade do ativo. Se tivermos em conta que o bitcoin hoje dólar ronda os 64 mil dólares, temos muitos brasileiros contentes com isso pois é a oportun

    TNH1
    12 de agosto de 2026 às 13:13
    61% dos brasileiros veem queda do Bitcoin como oportunidade de compra, aponta pesquisa
    Foto: TNH1

    Apesar da recente desvalorização do Bitcoin, muitos brasileiros continuam a ver as quedas de preço como oportunidades de investimento, revela um estudo recente.

    O levantamento mostra que 61% dos investidores em geral consideram o cenário de baixa um momento favorável para entrar ou aumentar posição na criptomoeda. Entre investidores já inseridos no mercado cripto, esse percentual sobe para 79%, indicando maior confiança e familiaridade com a volatilidade do ativo.

    Se tivermos em conta que o bitcoin hoje dólar ronda os 64 mil dólares, temos muitos brasileiros contentes com isso pois é a oportunidade perfeita para a compra. Segundo as notícias esta descida acontece sobretudo porque a MicroStrategy, a maior detentora de Bitcoin do mundo decidiu vender alguns de seus ativos.

    Porém, voltando ao estudo, ele foi feito com base em 1.009 entrevistados e traça um panorama do comportamento do investidor brasileiro em relação às criptomoedas, destacando perfil, hábitos, barreiras de entrada e preferências dentro do mercado digital.

    Segundo os dados, o Bitcoin acumula uma desvalorização de aproximadamente 18% em reais ao longo do ano analisado. Mesmo com esse desempenho negativo, a percepção predominante não é de risco extremo, mas de oportunidade estratégica.

    Entre investidores de criptoativos, 79% afirmam que quedas de preço são momentos ideais para investir. Já no grupo mais amplo de investidores brasileiros, incluindo quem ainda não investe em cripto, 61% compartilham dessa visão.

    Esse comportamento indica que o investidor brasileiro já começa a incorporar estratégias mais associadas ao longo prazo, como compra em períodos de baixa, em vez de decisões baseadas apenas em movimentos de curto prazo.

    Outro dado relevante da pesquisa é a frequência de investimento. Entre investidores de criptomoedas, 68% realizam aportes regulares; semanais, quinzenais ou mensais, independentemente das oscilações do mercado.

    No grupo geral de investidores, esse percentual cai para 56%. A diferença sugere maior disciplina entre quem já atua no mercado cripto, com estratégias menos reativas e mais consistentes.

    Esse padrão também está associado a práticas de diversificação e planejamento, já que investidores de cripto tendem a manter aportes constantes mesmo em cenários de alta volatilidade.

    O levantamento aponta que 16% dos investidores brasileiros já possuem criptomoedas na carteira. Outros 70% não investem, mas afirmam conhecer o mercado. Apenas 14% disseram nunca ter ouvido falar sobre o tema.

    Esse dado indica que o universo cripto já tem ampla visibilidade no país, embora a conversão de conhecimento em investimento ainda seja limitada.

    Entre os investidores que não possuem criptoativos, o interesse varia conforme a faixa etária. Na faixa de 18 a 29 anos, 52% afirmam intenção de investir no futuro. Entre 30 e 49 anos, o índice é de 44%, enquanto acima dos 50 anos o interesse ainda é relevante, com 41%.

    A pesquisa também mostra que o investidor de criptomoedas tende a ter um perfil mais avançado financeiramente. Em comparação com o investidor médio, esse público apresenta maior presença em outros produtos financeiros, como ações, fundos imobiliários e fundos de investimento.

    Além disso, há uma maior diversificação de carteira, indicando que as criptomoedas são utilizadas como complemento e não como único ativo.

    Outro dado importante é que 46% dos investidores de cripto ainda mantêm recursos na poupança, mesmo com sua baixa rentabilidade em comparação a outros produtos financeiros. Isso mostra que a transição para instrumentos mais sofisticados ainda está em andamento.

    Quando questionados sobre os fatores mais importantes na escolha de uma plataforma de investimento, 55% dos entrevistados apontam a regulação como principal requisito. Em seguida, 48% destacam mecanismos de segurança, enquanto 45% valorizam interfaces simples e linguagem acessível.

    Isso mostra que, mesmo em um mercado associado à inovação financeira tecnológica , a confiança continua sendo um elemento central na decisão do investidor brasileiro.

    Em relação aos ativos mais desejados, o Bitcoin lidera com 56% das preferências entre potenciais investidores. O Ethereum aparece em segundo lugar, com 21%.

    O estudo também aponta que 8 em cada 10 investidores de cripto afirmam não se arrepender da decisão de entrar no mercado. Entre os arrependimentos, o principal não está relacionado a perdas financeiras diretas, mas sim ao fato de não terem começado a investir mais cedo.

    Esse comportamento reforça a percepção de que o mercado cripto no Brasil está cada vez mais associado a uma visão de longo prazo, apesar da volatilidade.

    Outro ponto destacado é o crescimento da base de usuários mais jovens em plataformas de negociação. Segundo os dados, 12% dos novos clientes têm menos de 18 anos, enquanto 23% têm até 28 anos, indicando forte presença da geração mais jovem no ecossistema cripto.

    Os números mostram um cenário em que o mercado de criptomoedas já está amplamente conhecido no Brasil e conta com uma base relevante de investidores ativos.

    Publicado originalmente por TNH1. Leia a matéria completa em https://www.tnh1.com.br/noticia/nid/61-dos-brasileiros-veem-queda-do-bitcoin-como-oportunidade-de-compra-aponta-pesquisa/.

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