2027 é oportunidade de virada de trajetória na dívida pública, diz Troster
O economista Roberto Luis Troster, coordenador do Cefeb/Fipe, vê 2027 como uma oportunidade para uma mudança de trajetória na dívida pública , caso o país adote medidas fiscais e estruturais capazes de recuperar a confiança e abrir espaço para o investimento privado. Leia mais (10/14/2026 - 21h56)

Editado por Stéfanie Rigamonti, espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme
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O economista Roberto Luis Troster, coordenador do Cefeb/Fipe, vê 2027 como uma oportunidade para uma mudança de trajetória na dívida pública , caso o país adote medidas fiscais e estruturais capazes de recuperar a confiança e abrir espaço para o investimento privado.
Sem citar nenhum candidato a presidente, ele diz que o cenário exige medidas para conter o crescimento da dívida, melhorar a qualidade do gasto público, ampliar a competitividade e reformar mecanismos que encarecem ou dificultam o acesso ao crédito.

Segundo Troster, o avanço da dívida pública e o custo elevado dos juros estão comprimindo o espaço para o crédito ao setor privado e aumentando os riscos para empresas e para a atividade econômica .
Ele diz que isso acontece porque a crescente necessidade de financiamento do governo aumenta a disputa por recursos no mercado, pressionando os juros e reduzindo a oferta de crédito para empresas e famílias.
Para o economista, o fenômeno já pode ser observado no Brasil pela combinação entre aumento da dívida pública, custo de financiamento elevado, queda do crescimento do crédito e deterioração da qualidade das carteiras.

Um dos alertas é o crescimento da inadimplência . De acordo com dados apresentados pelo economista, cerca de 9 milhões de empresas e 83 milhões de pessoas estão negativadas. Considerando atrasos entre 15 e 90 dias e inadimplência superior a 90 dias, 5,36% da carteira de crédito dos bancos estaria em atraso.
Troster também destaca que as empresas de médio e pequeno porte são as mais afetadas pelo custo do dinheiro, por terem menos alternativas de financiamento. Enquanto as grandes companhias conseguem recorrer com maior facilidade ao mercado de capitais, empresas menores permanecem mais dependentes do sistema bancário, onde o crédito apresenta custos elevados.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/10/2027-e-oportunidade-de-virada-de-trajetoria-na-divida-publica-diz-troster.shtml.

Prédio do Palácio do Planalto, em Brasília - Jin Haoyuan/Xinhua · Jin Haoyuan/Xinhua — Foto: Folha de S.Paulo
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